Plano de Mobilidade e Transportes Intermunicipal
Área de Influência da Terceira Travessia do Tejo (Margem Sul)

A Península de Setúbal têm registado nas últimas décadas, processos de crescimento de reconfiguração das suas estruturas produtivas e de transformação territorial que resultam, por um lado, da sua maior integração e participação nas dinâmicas da Área Metropolitana de Lisboa e, por outro lado, do desenvolvimento de dinâmicas próprias que se traduzem no crescimento da população residente, na renovação e maior interacção das actividades económicas e na redistribuição do emprego, o que tem contribuído para o estabelecimento de um maior equilíbrio entre os territórios a Norte e a Sul do Tejo.
As acessibilidades, resultantes da expansão e qualificação das redes rodo e ferroviária e do sistema de transportes no seu conjunto, que proporcionam novas condições de acessibilidade tanto às pessoas como a mercadorias, têm constituído um factor de grande importância nestes processos de mudanças estruturais da Península de Setúbal.
Neste contexto, o Plano de Mobilidade e Transportes Intermunicipal, da iniciativa das câmaras municipais do Barreiro, Seixal, Moita, Palmela, Sesimbra e Setúbal, tem em vista a adequação das condições de acessibilidade às necessidades de mobilidade das populações residentes e trabalhadoras na área de intervenção, bem como ao funcionamento das empresas que dinamizam a actividade económica deste território. Adequação que se deverá também verificar num quadro de sustentabilidade económica, social e ambiental do sistema de transportes e de se traduzir na melhoria da qualidade de vida das populações e na eficiência e competitividade das empresas.
Acresce que, recentemente, foram definidas opções de localização e instalação de equipamentos e infraestruturas estruturantes da Área Metropolitana de Lisboa com fortes impactos na Península de Setúbal (Novo Aeroporto de Lisboa, Terceira Travessia do Tejo, Comboio de Alta Velocidade, Plataforma Logística do Poceirão) cujas implicações devem, desde já ser consideradas pelos municípios no ordenamento e gestão do território, independentemente dos prazos que venham a ser decididos para a sua execução.
Assim, o Plano (PMTI) centrar-se-á tanto nas medidas para a melhoria da situação existente face às dinâmicas de desenvolvimento instaladas e enquadradas pela revisão dos planos directores municipais, como na perspectiva da integração deste Território nas mudanças estruturais previstas no médio e longo prazo para a Região de Lisboa.
